Ir para conteúdo principal
Entrar E-books & etc

Música

Música ao vivo em espaços abertos: atenção com aspectos de sonorização e infraestrutura!

Postado dia 15 de fevereiro de 2017 por Ana Paula Graça

Você tem o sonho de casar ao ar livre, procura um espaço com um jardim amplo e rodeado de verde, e faz questão de ter uma orquestra para a cerimônia. Perfeito! Mas já parou para pensar na estrutura que precisa montar para acomodar bem os músicos, e os detalhes que devem ser levados em conta para que tudo dê certo?

Para tirar as suas dúvidas sobre música ao vivo em espaços abertos, convidamos Fernando Vilela, da Ornamentus Produções Artísticas, para escrever um artigo sobre o assunto. Uma das dicas dele é pensar em como proteger a orquestra de intempéries do clima, como vento e umidade, que podem prejudicar a apresentação dos músicos. “A cerimônia pode ser ao ar livre, mas evite que a orquestra esteja desprotegida – essas providências não são para ficar mais bonito nosso cantinho – são condições básicas que influenciam diretamente no que todos vão ouvir!”, afirma ele. Confira abaixo o texto completo e fique de olho!

Quem não quer celebrar sua cerimônia em um desses paraísos naturais que enchem nossa alma de suspiros e o Instagram de fotos inacreditáveis? Praias, montanhas, fazendas coloniais… O resultado é um verdadeiro êxodo urbano na hora do sim. Completamente inteligível, concorda? É só não esquecer que a natureza também tem seus caprichos… E para que sua música não seja prejudicada pela inconstância de nossa mãe maior, é preciso tomar alguns cuidados: antes de mais nada, se estamos em local aberto, é fundamental que se tenha uma boa sonorização – microfonação dos instrumentos e caixas de som ao longo de todo o espaço.

Em espaços fechados, as frequências batem nas paredes e voltam, fazendo com que tenhamos um aproveitamento maior do som produzido por cada caixa. Em espaços abertos não: o que temos é a tendência de um som mais disperso e seco pois além de não termos paredes para refletir as frequências, o vento leva o som e precisamos de muito mais pressão nas caixas. Mas isso é perfeitamente sanável com caixas em quantidade e posicionamento corretos. Posto isso, passemos para algumas variáveis delicadas quando estamos ao ar livre.

A primeira já adiantei, mas ainda tem assunto: o vento. O que você quer que saia nas caixas é o som dos instrumentos, e não aquele ‘potftppfffpotf’ do vento no microfone! Isso quando ele não faz igual ao lobo mau e sopra nossas partituras para os ares (ainda não inventaram estantes e pastas de tijolos). Outra encrenca frequente é a incidência de sol. Não dá… Os instrumentos da família das cordas (violino, viola, cello e contrabaixo) são supersensíveis e descolam o tampo com muita facilidade.

Seguindo, temos a umidade: além de também colocar o tampo em risco, o arco usado para tocar esses instrumentos funciona por fricção e a umidade excessiva trazida pelo sereno faz com que ele perca a aderência com as cordas e tenha dificuldade para tirar som do instrumento, além de comprometer muito a afinação. Outro cuidado importante para deter a umidade é não colocar a orquestra direto no gramado ou na terra. Se o chão estiver minimamente úmido, é encrenca à vista. Mas isso pode ser resolvido com um tapete, por exemplo.

Portanto, pela sua música: proteja sua orquestra, coloque uma cobertura, um tapetinho… trate com carinho o espaço que ela ocupará. A cerimônia pode ser ao ar livre, mas evite que a orquestra esteja desprotegida – essas providências não são para ficar mais bonito nosso cantinho – são condições básicas que influenciam diretamente no que todos vão ouvir – não são do âmbito da decoração, mas da celebração em si. Não se esqueça que a música celebra a cerimônia junto com as palavras do pastor, juiz ou padre. Ela deixará o momento do sim mais emocionante e marcante na sua memória e na memória dos convidados.

SERVIÇOS RELACIONADOS:

Foto: Patricia Figueira
Coral e orquestra
Ornamentus