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Música

Top 10 músicas perfeitas para a cerimônia!

Postado dia 19 de janeiro de 2017 por jornalismo

A entrada da noiva é um dos momentos mais emocionantes da cerimônia de casamento, não é mesmo? E a hora em que as daminhas e os pajens espalham fofura pelo salão? A escolha das músicas perfeitas para a cerimônia é fundamental para tornar a troca de alianças ainda mais memorável.

Pensando nisso, a Ornamentus Produções Artísticas, especializada em música ao vivo, oferece um repertório eclético e versátil para atender diferentes perfis de celebrações. Com uma setlist que transita entre o erudito, o popular, os standards e os hits do momento, a empresa comove, há mais de dez anos, as trocas de alianças do Rio de Janeiro.

Quer uma palinha? O músico e um dos sócios do grupo, Fernando Vilela, selecionou dez apresentações da Ornamentus para uma cerimônia dos sonhos. Confira os comentários e inspire-se!

 “Yellow” – Coldplay

Essa música entrou na minha lista das Top 10 por algumas razões: primeiro porque é um retrato da nossa época. E Yellow, mesmo não sendo um hit tão popular como sua irmã “Viva La Vida”, carrega o sabor desses anos 10 do segundo milênio. É de uma melodia puxada para o lírico, e isso tende a criar memórias afetivas muito fortes. Funciona lindamente para emoldurar as assinaturas, por exemplo”.

“Marcha Nupcial” – Mendelssohn

“Estou a léguas de ser aquele purista que acha que “noiva tem que entrar com a Marcha”. Não acho mesmo! Música de entrada é igual roupa, tem que cair bem, vestir, tem que representar a personalidade de quem usa. E muitas noivas hoje não se veem na marcha – e isso não é um problema. Mas discordo também de quem nomeia tudo o que é tradicional com o redutor “batido, fora de moda”. Canso de ver no escritório da Ornamentus, até hoje, noivas em lágrimas ao ouvir a aquela chamada da marcha: Tan-tan-tan-tan! Eu tiro o meu chapéu pra Mendelssohn…”

“Divertissement” – Saint-Preux 

“Divertissement é uma delicadeza. Linda, com um ar meio campestre, alegre, solar. Mas, além disso, ocupa, como poucas, a função de abrir uma cerimônia. Não é uma estratégia muito interessante abrir com uma música dramática demais, ou que trabalhe a dinâmica dos instrumentos em fortíssimo na abertura. Divertissement conjuga a leveza que nos dá possibilidade de crescer e, ao mesmo tempo, abre um sol bonito com sua melodia saltitante, movimentada, e banca a importância do anúncio: “o casamento começou!”

“Nothing Else Matters”  – Metallica

“Aos mais puristas, peço perdão, mas rock e orquestra sempre se deram muito bem! Dependendo naturalmente do local da cerimônia, do sentido geral do repertório e, sobretudo, da personalidade dos noivos, a brutalidade e sensualidade do rock podem e devem ser ingredientes do caldeirão sonoro da cerimônia. Enquanto alguns rocks são de cortar os pulsos, esse fala da cumplicidade de um casal, de uma relação de amor. Gosto muito para entrada do noivo. Ajuda também, o fato de ter um tempo bem marcado; isso é bom para cortejos”.

“O Caderno” – Chico Buarque

“‘Sou eu que vou seguir você do primeiro rabisco até o beabá…’ Essa pérola do Chico Buarque, que narra o crescimento de uma menina do ponto de vista de um caderno, fica uma coisa linda para entrada das crianças! O Caderno tem tudo a ver.  É como se esse caderno trouxesse a dimensão do tempo que passa… como se ele observasse que aquela daminha, na roda do tempo, pode virar noiva um dia, e que o percurso daquela noiva se iniciou nos passos de uma daminha. Essa verdade inconteste do tempo e suas maturações já botou muito homem brabo pra chorar nas cerimônias”.

“Everything” – Michel Bublé

“Everything é alegre, é uma declaração de amor, tem carisma de sobra e uma melodia que puxa pra certa intimidade, pois traz um pouco a informalidade da fala, com suas frases curtas que rodam em poucas notas. É música que todos conhecem e isso favorece nos momentos mais festivos como saída, pois é como se chamasse para que todos fizessem parte daquilo. Se for usada para a saída (como neste vídeo), funciona fazê-la um pouco mais rápida do que o original para ficar bem animada”.

“Nessun Dorma” – Puccini

“Aqui temos uma polêmica: Nessun Dorma é extremamente dramática, daquelas músicas em que você fica com a respiração presa quando entra o tema principal. Não é uma ‘música cosmética’ que vai dar um brilhinho dourado na entrada – negativo… essa aí pega e arranca o coração pra fora sem pudores.

Principalmente se cantada por um bom tenor! Para alguns, esse excesso soa borrado, às vezes triste. Para outros (como eu!!), é pura alegria! Mas é uma alegria de um tipo radicalmente diferente daquela das músicas populares, inclui a busca, a dúvida, a vida real de todos nós. Nessun Dorma é frequentemente usada para entrada de pais e noivo”.

 “I Wanna Hold Your Hand” –  Beatles

“Beatles não poderia ficar de fora! E deu trabalho selecionar o que colocar deles aqui… Escolhi I wanna hold your hand porque traz essa simbologia das mãos dadas, quase um “hashtag visual” do universo de casamentos. E também porque é indiscutivelmente alegre! Beatles tem música para todos os momentos da cerimônia (já fizemos um casamento inteiro só com Beatles!), mas essa música em especial, só funciona na saída. É rápida e tem uma melodia movimentada demais para os outros momentos. E a letra? Perfeita!”

 “Um Certo Alguém” – Lulu Santos

“Um representante do nosso rock nacional não podia ficar de fora deste top 10. Diante de tantas possibilidades, escolhi ‘Um certo Alguém’ por ter um clima arrebatadoramente feliz. E não só feliz, mas feliz nessa direção o amor encontrado, da plenitude do encontro. Mais uma candidata para saída na cerimônia. Tudo a ver sair dizendo aos 4 ventos “Quando um certo alguém desperta o sentimento, é melhor não resistir e se entregar” (…) ” Me dê a mão, vem ser a minha estrela, inspiração pra tudo que eu viver”…

 “Canon” –  Pachelbel

“Repare na construção desta música: primeiro entra só o violoncelo fazendo a melodia; depois entra o violino 1, depois violino 2 e só depois, entra a flauta. Cada instrumento que vai entrando, toca a mesma melodia que o violoncelo propôs, lá no início e a polifonia é montada com 4 melodias “iguais” em defasagem – a mesma melodia, mas cada instrumento em um ponto dela. Mas o grande barato é que, quando a flauta entra, o cello começa a movimentar ritmicamente a melodia, ou seja, enquanto no início cada nota durava 2 pulsos, passa a fazer 1 nota por pulso e da mesma forma que aconteceu com as entradas, isso vai contaminando a orquestra toda e daqui a pouco todos então com 1 nota por pulso, e depois, meio pulso até explodir um buquê de notas, com violinos e flauta com notas a cada  1/4 de pulso. Saindo do ‘musiquês’, o resultado dessa matemática toda, é uma dinâmica excepcional! Ela vai crescendo, se alegrando, ganhando ritmo… Isso é excelente para o momento das assinaturas e cumprimentos, pois como é um momento “duplo” (assinam e cumprimentam em sequência!), essa música naturalmente, por esse desenvolvimento todo que descrevi, propõe 2 paisagens diferentes – uma no início para assinatura com as notas longas – e outra mais alegre para os cumprimentos quando ela já estiver desdobrada ritmicamente. Perfeita para esse momento, parece encomenda!”

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